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    PPGARTES

    Defesa de Dissertação - Cleide Aparecida Alves

    DEFESA DE DISSERTAÇÃO

    CLEIDE APARECIDA ALVES

    Data/Horário:

    10 de fevereiro de 2026, às 14h

    Local:

    Virtualmente, pela plataforma Teams: 

    https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3alEmHHNdJVZMGNSMe1bhwKn9NesLrkqIyUQ6ip4EzvsM1%40thread.tacv2/1762811416256?context=%7b%22Tid%22%3a%22e298359b-9b54-45c0-9bb7-690913b34cf8%22%2c%22Oid%22%3a%225ec993bd-0c9e-4ee0-9375-c0d772dd2489%22%7d

      

    Título da Dissertação: 

    Os desenhos de Zezinho na Fazenda do Rosário (1950-1960): traços de uma infância em que arte e vida escolar se entrelaçam

    Resumo:

    Esta pesquisa exploratória buscou compreender como um conjunto de desenhos produzidos nas décadas de 1950 e 1960, na Fazenda do Rosário, em Ibirité, Minas Gerais, fundada pela psicóloga e educadora russo-brasileira Helena Antipoff (1892-1794), revelam pressupostos educativos da época. Uma unidade-caso foi se constituindo no decorrer da pesquisa preliminar realizada no acervo do Museu Helena Antipoff. Diante da problemática, optou-se por construir uma cronologia de vida de Zezinho que entrelaça sua produção de desenhos com outras variáveis identificadas nas fontes investigadas, em sua maioria primárias e inéditas. Os dados sugerem que a concepção de educação que constituiu aquela instituição dialoga com o contexto da época, marcado pela difusão dos princípios da Escola Nova, do movimento Internacional de Educação pela Arte e da Escolinha de Arte do Brasil. Os documentos indicam que Zezinho foi uma criança com características talentosas para o desenho. Diagnosticado com anemia falciforme, ele habitou a Fazenda do Rosário (Sociedade Pestalozzi de Minas Gerais) em regime de internato dos 5 aos 25 anos até o seu óbito em 28 de março de 1969. Órfão de mãe, Zezinho cresceu na instituição sem notícias de seus familiares. Sua saúde frágil demandava atenção especial, condição que não contribuiu para a continuidade de seus estudos. As pistas documentais revelam como os modos de intervenção pedagógica de Helena Antipoff valorizaram os interesses de Zezinho pela arte e potencializaram a superação das limitações impostas pela doença. O estudo reafirma a potência de uma pedagogia centrada no interesse do aluno e na expressão artística como eixos de uma formação integral que pode inspirar a contemporaneidade. Também evidencia a riqueza do acervo do Museu Helena Antipoff para ampliar as investigações no sentido de compreender a complexidade e as diferentes nuances da história do ensino de arte no Brasil.

    Palavras-chave:

    Desenhos do Zezinho; Ensino de arte no Brasil; Movimento Escola Nova; Escolinha de Arte do Brasil. Museu Helena Antipoff

    Banca:

    Profa. Dra. Marilene Oliveira Almeida (Orientadora/Presidente da Banca)

    Profa. Dra. Rachel de Sousa Vianna (Examinadora Interna)

    Profa. Dra. Rejane Galvão Coutinho (Examinadora Externa)

    Profa. Dra. Regina Helena de Freitas Campos (Examinadora Externa)

    Prof. Dr. Loque Arcanjo Júnior (Examinador Suplente Interno)

    Profa. Dra. Raquel Martins de Assis (Examinadora Suplente Externa)

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